quinta-feira, setembro 21, 2006



paro, escuto, oiço.. o sussurro do teu respirar..

paro, olho, vejo.. o brilho do teu olhar..

paro, toco, sinto.. o ardor dos teus beijos..

paro, respiro e encontro.. o meu perfume em ti..

paro, provo, saboreio.. o doce gosto do nosso amor..
*

terça-feira, setembro 05, 2006

Numa alma qualquer..


de caneta na mão espero. aguardo pela chegada das palavras tão conscientemente inexistentes. suspiro.. olho mais uma vez para o vazio..

como é difícil escrever o que nos percorre a alma..
escrevo..

parcas palavras escrevinho num esboço desajeitado. é a doce amargura de amontoar letras e mais letras que carregam consigo o leve peso da dor..
como tão pouco consegue dizer tanto, e esse tanto acabar por nada transmitir..(?)

suspiro..

envolvo o papel entre as mãos, e como que ouvindo o grito de dor das palavras atiro-o para o cesto.
telefono-te. mereces ouvir a minha voz, ao menos isso.. o papel não transmite a amargura que sinto..

"não te amo mais"
.. como tão pouco consegue dizer tanto, e esse tanto acabar por nada transmitir..(?)

sexta-feira, setembro 01, 2006


leva-me contigo! não quero mais ver o mundo pelos teus olhos, sentir a sua beleza no entusiasmo da tua voz, não.. não quero histórias quase que encantadas, com paisagens de sonho, cheiros imaginados, não..
leva-me contigo! quero poder sentir o vento como tu, apreciar o calor do sol como tu, ouvir as flores a falar.. sim porque elas falam sabias?
quero conhecer o mar! leva-me a conhecer o mar! quero poder mergulhar naquele azul infinito, e nadar, nadar, nadar até não poder mais! sentir meus cabelos molhados, sentir cada gota percorrer o meu corpo..
e as borboletas! tão lindas! tantas cores que elas têm! quero ver muitas borboletas!
quero correr os verdes campos e poder cair na relva fresca! quero jogar futebol com os meninos, sentir o cheiro do cabelo das meninas..
também quero andar à chuva, sentir o cheiro da terra molhada! e o arco-íris! sim, o arco-íris! quero ver! e quero correr até chegar onde ele começa, correr, correr sem parar! não quero parar..!
leva-me contigo! leva-me! estou cansado de estar preso neste branco que me sufoca, que estrangula o meu ser, que me engole a cada dia que passa.. cansado de estar limitado por estes muros e ver o mundo todo num quadrado inerte.. leva-me.. contigo..